Como uma companhia aérea pode quase arruinar uma viagem!

Hallo tuuurma, cheguei, finalmente! Ai que delícia estar na minha cidade linda, na minha casinha linda. Home sweet home! Parece que este momento não ia chegar nunca. Peraí, deixa eu explicar. Minha viagem foi, sim, maravilhosa, mas o retorno foi um filme de suspense. Chegar em casa estava parecendo uma missão impossível! Nos próximos posts eu vou, com certeza, contar todas as maravilhas de cada cidade que eu fui, mas agora eu preciso desabafar!!!! Principalmente, porque eu sei que muuuito gente já passou por problemas com companhias aéreas.

Viajar é muito bom, até você esbarrar no caos aéreo, que descobri não ser só um problema do Brasil (claro que aqui o caos é maior). Mas meu problema desta vez foi em terras espanholas, mais especificamente com uma companhia aérea denominada Ibéria, a maior da Espanha.

Depois de 16 dias, nossa viagem estava chegando ao fim. Depois do susto inicial  da super bactéria (assista ao vídeo) e de alguns probleminhas com reservas de hotéis erradas, podemos falar que, até aquele ponto, nossa viagem por quatro países da Europa foi um sucesso. Mas, ainda não era o fim, tínhamos quatro aeroportos pela frente.

A viagem de ida foi muito boa. O problema na volta começou em Madrid,na Espanha. Havíamos saído de Munique, na Alemanha, no horário. Faríamos uma escala de uma hora e meia em Madrid e partiríamos para São Paulo. Ao descermos no aeroporto Barajas, em Madrid, percebemos que algo já estava estranho. A aeronave ficou mais de meia-hora sobrevoando o aeroporto e nada de descer, depois um barulho estranho começou na parte de fora da nave e, já em solo, o avião ficou uns 20 minutos zanzando pelo pátio do aeroporto. Mas, tudo bem, estávamos bem e já em solo espanhol. Nosso próximo vôo com destino ao Brasil sairia a 00:40, mas logo que entramos no aeroporto ficamos sabendo que o vôo estava atrasado mais de 12 horas, isso mesmo minha gente, 12 HORAS. Só sairíamos às 13 horas do outro dia. Motivo? Bem, a desculpa que nos deram é que o piloto havia passado mal. Peraí: uma empresa gigante, estando no país de origem, não está preparada para esses probleminhas corriqueiros? Ai gente, minha vontade era subir no balcão da Ibéria e gritar muito. Gritar com todo mundo, mas … sou uma pessoa civilizada e tenho que me controlar.

Beleza, pacíficos como somos, eu e meu marido fomos com mais um ônibus lotado de brasileiros até um hotel próximo (pago pela Ibéria, claro, seria o mínimo). No outro dia, lá estávamos no aeroporto, para tentar resolver um outro “probleminha”. Com o atraso deste vôo, consequentemente perdemos nossa conexão que nos levaria de São Paulo até o aeroporto de Londrina. A atendente da Ibéria ficou um bom tempo procurando outro vôo e, finalmente, fala: “Não tem mais vôo para Londrina hoje, só amanhã (ou seja) hoje – quarta-feira – às 6 da manhã”.  Tá bom que eu ia aceitar, chegar no outro dia? Nem por cima do meu cadáver. Pedi pra ela ver outras empresas, e mudar o destino final para Maringá. Depois de uns minutos, finalmente: São Paulo – Maringá às 22h20 de terça-feira (três horas depois do vôo internacional desembarcar no Brasil). Detalhe que o voo não seria direto. Seria: SP – Curitiba e Curitiba-Maringá. Também quem mandou morar no interior! Dá nisso né.

Tudo certo, vamos até a sala de embarque. Passamos pela alfândega, eu, com o passaporte e a passagem na mão. De repente, quase chegando no portão de embarque, cadê minha passagem? Ela estava na minha mão há um minuto. Genteeeee, eu perdi minha passagem. Onde? Não sei até agora. Como eu consegui perder uma passagem que estava na minha mão? Não estava acreditando. Neste momento eu tive uma carga de estresse tão grande, que depois que tudo passou eu estava não tinha mais forças pra nada. Estava ACABADA. Enfim, procurei a passagem por um tempo, mas não achei, ainda bem que a Ibéria emitiu uma segunda via, sem reclamar ou pedir explicação.

Mas a saga ainda não havia acabado. Sentados às 22 horas para pagar o terceiro voo, agora para Curitiba, o piloto fala: “Boa noite senhores passageiros, estamos praticamente prontos para embarcar, só estamos com um probleminha no assento de um de nossos pilotos. Nós não conseguimos ajustar o banco nem pra frente, nem pra trás. Primeiro precisamos resolver este “probleminha” para daí sim decolarmos com segurança. Acredito que em 15 minutos estaremos prontos”. Passaram-se 15, 30, 45 minutos e nada … eu olhava pro Andrés (meu marido), ele olhava pra mim e nós não acreditávamos no que estava acontecendo. Geeente, missão impossível chegar até Maringá? Piloto que passa mal! Banco de piloto que está emperrado? É pra rir ou pra chora?!?!

Mais de uma hora se passaram, eu já estava quase chorando, minha gastrite estava atacada, eu já estava QUASE prometendo a mim mesma nunca mais fazer uma viagem dessas, quando o avião decolou. Chegamos em Curitiba e, finalmente, entramos em outra aeronave com destino a Maringá. Às 2h30 da manhã desta terça-feira, depois de quase 40 horas (quando iniciamos nosso processo de retorno em Munique) conseguimos chegar na nossa tão sonhada casa.

Claro que este mísero dia não apagou todas as boas lembranças de 16 dias de lindos lugares e pessoas, mas que dá uma boa manchada na imagem, isso dá. Dezesseis dias no céu e, quase, dois no inferno dos aeroportos do mundo! Socorroooooo!!!!

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Sobre Vanessa Bellei

Duas irmãs que tem em comum a paixão por viagens.
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10 respostas para Como uma companhia aérea pode quase arruinar uma viagem!

  1. Alline disse:

    Oi,Vanessa!!!
    Nossa,quanta coisa aconteceu com vc…Estou até me sentindo culpada por tudo isso!!!!Espero que esses acontecimentos não atrapalhe as boas lembranças das suas férias e que não tenha te traumatizado…Espero que a próxima viagem seja melhor em todos os sentidos!!
    Estou ansiosa pra saber as coisas boas que aconteceram na viagem!!!
    Beijos,
    Alline

  2. Vinícius Carvalho disse:

    Ficar em aeroporto com certeza é o tempo mais mal gasto no mundo. Não dá para fazer nada, se sair, pode perder o vôo e você fica totalmente à mercê das companhias aéreas. Muita gente acha que o problema tem que ser resolvido até a Copa de 2014. Aqui para eles: tem que ser resolvido já!

  3. Valdemir bellei disse:

    Uffaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!Ninguem fica ileso mesmo!! Imagino isso na época da “Copa do Mundo”!!!
    Mas apesar de tudo, nem as confusões, o stress conseguem apagar o que vocês deslumbraram!!!
    Quando encontrarmos quero saber de tudo mais!!!Rrsrsrsrsrsr
    Val

  4. Andréa disse:

    êee Bellei depois de uma viagem perfeita tinha que acontecer algo para não ser tão perfeita assim!! mas você tava de férias com seu maridão… e agora já está de volta a sua casinha, lar doce lar é tudo de bom mesmo depois de ficar dias e dias viajando. Eu também quando voltei de Natal este ano foram mais de 12 horas em aeroporto e avião… saí do hotel às 10h para um voo ao meio-dia que saiu acabou saindo às 13h, com conexões em BH, Brasília e nem lembro em qual outra cidade. Em SP atrasou de novo… e quando ia decolar, não tinha teto!! e olha que viajo pouco de avião e aconteceu tudo isso. fui chegar em Londrina quase meia-noite… e tive que dirigir até Maringá, essa é a pior parte, pra quem não gosta muito de dirigir como eu! Depois quero ler as supermatérias… e, esse texto ficou ótimo!! tirando a sua aflição e tal… eu me diverti lendo, muiiiiiiiito!!! beijosss

  5. LF disse:

    Eita amiga rodada hein! (no sentido turístico da palavra, claro). Ficou feliz por essa conquista sua. Com o salário de jornalista que temos, vale ressaltar, qualquer viagem internacional é uma conquista e tanto hehe. Gostei muito do teu vídeo falando sobre comida. A gente sempre manda bem quando domina o assunto, não é? Acho que você leva jeito… para o garfo e para as câmeras. Alô Leo Júnior e pessoal da RIC TV, põe a OFFíssima pra fazer reportagens de rua de vez em quando!!!

    Forte abraço do amigo mortal.

  6. Bem,, tenho certeza que o restante da viagem foi ótimo. O bom das coisas erradas é que depois do susto a gente sempre tem uma historia diferente pra contar. Então, agora, é curtir!!!
    Parabens!

  7. Regina Daefiol disse:

    Não passamos por uma tortura tão longa quanto a sua, mas já sentimos o gosto amargo de esperar horas num aeroporto e, pior, com criança pequena junto! É de matar!
    bjão

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