Saudades do Caminho de Santiago

O primeiro post com história de viagens de amigos foi sobre o Caminho de Santiago, contado pela Juliana Daibert. Os leitores do blog gostaram muito e, a pedidos, quem volta a contar um pouco mais desta linda peregrinação é o marido da Daibert, o Luiz Silva ou mestre Narizinho. Vale lembrar que foram 32 dias de peregrinação, que terminou no dia 3 de junho de 2010. Deliciem-se com mais esta história sobre o Caminho!!!

No dia 27 de maio do ano passado caminhamos 29,5 km de Ponferrada até Pereje. Estávamos no Caminho há 25 dias e faltava pouco mais de 200 km até Santiago.  A região era montanhosa e repleta de flores, de todas as cores e tonalidades. A vista, maravilhosa.

No 25º dia, muitas flores pelo Caminho

Saímos do albergue cedinho. Estava frio, cerca de 8 graus. Na saída da cidade passamos por um castelo medieval templário. Sentimos vontade de entrar, mas ainda estava fechado. Paramos alguns minutos para fotografar e admirar a magnitude e beleza daquela fortaleza feita de pedra, que guarda muita história sobre os monges guerreiros, centenas de anos antes de invasores batizarem nosso país como Brasil.

Ainda no trajeto, um castelo medieval templário

Em Columbrianos, paramos para tomar café. Ou melhor, leite com chocolate e  “bocadillo”, tradicional sanduíche de pão com salame e queijo. O sol resolveu aparecer no meio da manhã. Caminhávamos animados pelas vilas, admirando as belas flores nas sacadas, janelas e jardins das casas. Um convite irresistível para várias fotos, tamanha beleza e perfeição.

Na entrada de Cacabelos, uma deliciosa surpresa: pés de cereja carregados. Paramos embaixo de um e começamos a “colheita”. Carlos, um catalão que conhecemos na noite anterior passou por nós e deu uma bronca. “Se todo peregrino colher cerejas o dono não ficará com nada”. Concordamos, mas lembramos que outra oportunidade como aquela poderia nunca mais ocorrer. Alguns agricultores têm por tradição deixar a produção próxima da estrada para saciar a sede e fome dos peregrinos e dá-los ânimo. Preferimos acreditar nisso e matamos nossa vontade.

Cerejas no meio do caminho, uma deliciosa surpresa

Em Villafranca del Bierzo reencontramos Carlos e outros peregrinos espanhóis. Pela primeira vez, almoçamos. Com nossos novos amigos provamos uma porção de polvo, petisco muito apreciado na região. Como sempre, com um bom vinho. Carlos seguiu conosco até Pereje.  Durante a caminhada, um papo muito legal sobre sociedades secretas e cultura espanhola fizeram o tempo voar. No dia seguinte enfrentaríamos o último grande desafio: subir o Cebreiro, as portas de entrada da Galícia.

 

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Sobre Vanessa Bellei

Duas irmãs que tem em comum a paixão por viagens.
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2 respostas para Saudades do Caminho de Santiago

  1. RichardCooper disse:

    O cebreiro não é das piores etapas, para mim foi bem pior molinaseca!

    Bom caminho 🙂

  2. Celi Terezinha Wolff disse:

    Vanessa, amei essas imagens e descrição desta peregrinação, um dia quero ir lá também. Beijos da Celi

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