Boa música e excelente comida em New Orleans

Estou adorando essa história de postar história de viagens de amigos.  Hoje, a viagem fica por conta do meu amigo, o super jornalista Vinícius Carvalho. Ele foi para New Orleans, nos Estados Unidos, e tem muito a contar. Modéstia parte meus amigos jornalistas escrevem muito bem, e o Vini é um deles. Leiam e se deliciem!!!

Quando o Furacão Katrina chegou aos EUA, em 2005, entrei em pânico. “Que nada aconteça a New Orleans”, repetia constantemente. Há anos a cidade era um dos meus destinos dos sonhos. Uma lugar que nasceu francês, cresceu espanhol e acabou ganhando cidadania americana merece uma visita de todos  que apreciam boa música, excelente culinária e muita história. Felizmente, Katrina só deixou a cidade debaixo d’água por um tempo. “Em New Orleansnós não corremos do furacão, nos o bebemos”, dizem os moradores, em referência ao Hurricane, drink feito com rum, maracujá, limão e gelo.

Estive lá em janeiro de 2011. New Orleans é uma cidade boa para o turismo durante o ano todo. Fica no sul da Louisiana, a poucos quilômetros das águas quentes do Golfo do México. Da capital Washington, são 3 horas de vôo e de New York, 4 horas. Dos franceses, que a fundaram em1718, acidade herdou o gosto pela alta culinária e o Quarteirão Francês, centro histórico da cidade. A Bourbon Street é pura farra: cheia de bares, boates, casas de show e estabelecimentos “adultos”. Ótima para quem está solteiro e não tem hora para voltar da balada.

Bourbon Street: pura farra, ótima para quem está solteiro, indica Vinícius

A Jackson Square é o coração de New Orleans, frequentada por artistas amadores, proprietários de charmosas charretes para turistas e cafés, onde é servida a iguaria típica de New Orleans, o beignet – uma massa folhada frita, polvilhada com açúcar de confeiteiro. Em frente à praça fica a Catedral de Saint Louis, a mais antiga igreja ainda em funcionamento nos EUA.

Jackson Square, coração de New Orleans, e a Catedral de Saint Louis

Para comer, não faltam opções. Vale a visita ao o restaurante Sylvain, na Chartres Street, onde é possível comprovar o delicioso das cozinhas francesa e americana. Para quem gosta de frutos do mar, um ótimo local é o Original French Market, na Decatur Street. Vale à pena conferir a comida cajun – como é chamado o povo dos pântanos da Louisiana, que gosta de muita pimenta, lingüiça, feijão, carne de porco. Provar a jambalaya é obrigatório! Um bom jantar custa entre US$ 20 e US$ 30 por pessoa e um café com beignet sai por menos de US$ 10.

Beignet: iguaria típica de New Orleans

A cidade é famosa pelos streetcars, bondes que à percorrem de ponta a ponta por apenas US$ 1,25. É possível ir do centro ao final da Avenida Saint Charles, cheia de mansões coloniais e belos parques, como o Audubon Park, imensa área verde com um dos melhores jardins zoológicos dos EUA.

Por fim, New Orleans não é a capital do jazz à toa. Na cidade respira-se música e basta uma rápida caminhada para notar a grande quantidade de gente tocando um instrumento. Poucos dias são suficientes para entender porque o apelido da cidade é “The Big Easy”, um convite às coisas boas da vida: comida excelente, povo acolhedor, música de qualidade e cenários inesquecíveis.

New Orleans é conhecida como a capital do jazz

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Sobre Vanessa Bellei

Duas irmãs que tem em comum a paixão por viagens.
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7 respostas para Boa música e excelente comida em New Orleans

  1. Luiz disse:

    Vinícius, um amigo que morou nos Estados Unidos já tinha me falado de New Orleans, da sua história e principalmente do Jazz que rola por lá.
    Deve ter sido um viagem e tanto.
    Espero um dia conhecer.
    Abraços,

  2. Andréa Tragueta disse:

    Já tinha assistido um filme que foi ambientado em New Orleans. Lembro que numa parte dele dizia que foi muito arriscado ter construído uma cidade sobre aquela região pantanosa e o Furacão nem tinha passado por lá ainda. Mas claro que foi quando ele passou que a cidade ficou mais em evidência. Enfim… ler esse texto me lembrou em partes o filme! Mas o mais interessante é que quando a gente conhece quem escreveu é como se você estivesse ouvindo a pessoa te contando a história. Ficou muito bom esse texto do grande Vinícius. Adorei ler cada parte dele. E quando chegou na parte do Jambalaya deu água na boca! Faz jantar pra gente de novo, Vini!!!

  3. Vinícius Carvalho disse:

    É uma cidade para a qual eu voltaria facilmente, Luiz.
    Obrigado pelo comentário, Andrea, mas os parabéns devem ser direcionados à dona do blog, a super Vanessa. Beijo

    • Ah para né … vocês que estão me ajudando a tornar este blog atrativo (com ótimas histórias de viagens). Obrigada a todos que estão tirando um tempinho pra escrever pro blog. Valeu mesmo!

  4. Juliana Daibert disse:

    Super,
    Estive em Lousiana em 1996, quando morei nos Estados Unidos.
    Fui para o Arizona visitar um dos cowboys que participou do Mundial do Rodeio Universitário em Maringá (por sinal enroscou a mão na corda e ficou pendurado enquanto o touro continuava pulando. Resultado: voltou para casa com o tornozelo quebrado) no ano anterior e o acompanhei a um rodeio em Baton Rouge.
    Infelizmente não estive em New Orleans e nem comi essas comidinhas interessantes que você cita. Lembro que paramos em uma lanchonete do MacDonalds para fazer um lanche e lá tinha um vasto cardápio de café da manhã, o que era novidade para mim. Claro que nada saudável – aquelas panquecas com cara de omelete nadando em xarope, bacon frito e ovo…Eca! Foi nessa mesma viagem que, pela primeira e última vez provei carne de crocodilo, aqueles monstros gigantes que povoam os pântanos ‘louisianos’. Fiquei com melhor impressão dela do que do café da manhã!
    Foi uma viagem rápida, voltamos naquele mesmo dia para Fort Worth cansados e desanimados, porque o jovem destemido não conseguiu ficar os 8 segundos em cima do touro. Mas pelo menos mostrou que o tornozelo estava muito bem, obrigada.
    Se voltar a Louisiana algum dia passarei longe de Baton Rouge e da carne de crocodilo, que não é de toda ruim. Agora sei que há coisas muuuuuuuito mais interessantes para fazer e provar.
    Beijão.

  5. katrina
    Passados cinco anos do Katrina, a maioria dos músicos e outros artistas que deixaram a cidade por causa do furacão já estão de volta. E muitos daqueles que vieram durante a reconstrução acabaram ficando.
    Música e cinema
    Nas ruas do bairro francês, um dos principais pontos turísticos da cidade, há novamente um músico em cada esquina, e nos bares lotados, moradores e turistas assistem a shows de jazz, blues, rock e até salsa.
    Cultura
    A renovação cultural da cidade vai além da música. Nova Orleans é hoje um importante pólo cinematográfico nos Estados Unidos, atrás apenas de Los Angeles e Nova York, graças especialmente aos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado da Louisiana.
    pessoas
    Estive lá em janeiro de 2011. New Orleans é uma cidade boa para o turismo durante o ano todo. Fica no sul da Louisiana, a poucos quilômetros das águas quentes do Golfo do México.
    Comida
    culinária e o Quarteirão Francês, centro histórico da cidade9

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